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  • João M.M.F. Silva

Seus colaboradores(as) trabalham motivados(as)?

Você já deve ter ouvido falar que os colaboradores de uma empresa são seu maior patrimônio. Cuidar desse patrimônio é sinônimo de manter trabalhadores motivados e satisfeitos. Mas, como saber se os funcionários de minha empresa estão satisfeitos? E o que fazer caso não estejam motivados? Uma das formas de identificar se os empregados estão satisfeitos é fazer uma pesquisa considerando elementos como condições de trabalho, liderança, salário, dentre outros. Uma outra forma, é analisar o quanto insatisfeitos eles se demonstram. De acordo com Robbins e Judge, colaboradores insatisfeitos podem adotar 4 tipos de postura: voz ativa, lealdade, saída e negligência. Abaixo descreveremos cada postura. Caso identifique alguma atitude em seus funcionários, é sinal de que ele pode estar insatisfeito.

Para melhor compreensão, essas posturas podem ser classificadas como positivas ou negativas e como ativas ou passivas, conforme a tabela.

A primeira postura que um colaborador insatisfeito pode adotar é de ter uma voz ativa (quadrante 1). Nesse caso o empregado procura demonstrar o que está acontecendo de errado com a empresa de uma forma construtiva. Ele conversa com seu superior e procura achar soluções para o problema de forma ativa. Caso alguém em sua empresa se comporte dessa forma, procure ouvir e identificar se a reclamação tem procedência. Em seguida, procure resolver o problema.

A segunda atitude de insatisfação é também positiva, todavia, não é tão ativa quanto o comportamento anterior. Essa postura consiste em ser leal à empresa (quadrante 2). Em outras palavras, nesse caso, o funcionário espera que a empresa solucione o problema. Ele até mesmo defende o empregador diante de outros empregados, todavia, não participa de forma direta da solução do problema. Essa postura é mais difícil de ser identificada. Caso identifique esse funcionário, busque entender o que o deixa insatisfeito e ouça suas ideias para resolver o problema.

A terceira postura que um colaborador pode adotar diante da insatisfação, é de pedir demissão da empresa (quadrante 3). O problema da rotatividade alta atinge muitos empresários brasileiros aqui nos Estados Unidos. Mas, é importante lembrar, que nem sempre a saída de um funcionário significa que ele está insatisfeito com a empresa. É possível que a atração de uma outra proposta seja maior do que a repulsão que o empregado sente pela empresa. Ao perder um funcionário, principalmente um que apresenta bom desempenho, busque entender o que de fato o fez sair da empresa e busque resolver o problema. Por exemplo, se o problema for o salário, avalie se o valor que paga por semana está coerente com o mercado. Caso identifique esse problema, avalie aumentar o salário dos colaboradores.

Se por um lado a saída de um funcionário não significa que ele está necessariamente insatisfeito com a empresa, por outro lado, a permanência de um funcionário na empresa não garante que ele esteja satisfeito com a mesma. A permanência de um empregado insatisfeito gera uma postura que é ainda pior do que a anterior: a negligência (quadrante 4). Nesse caso o empregado apresenta produtividade baixa, altos índices de absenteísmo (faltas), atrasos constantes, e possivelmente outros comportamentos que prejudicam o andamento da empresa. O empregado não pede demissão, mas não produz de forma satisfatória. O pior de tudo, é que um empregado com essa atitude pode contaminar toda a equipe e causar uma insatisfação generalizada. Nesse caso, é necessário identificar o funcionário e analisar se ainda é possível recuperá-lo. Caso não seja possível, a melhor alternativa é encontrar alguém no mercado para substituí-lo. É importante que mesmo na situação que seja necessário você demitir um funcionário insatisfeito para que esse não contagie todo o grupo, você entenda o que gera a insatisfação, pois, caso contrário, o problema vai continuar existindo.

Pra concluir, se identificou alguma dessas posturas entre seus funcionários, procure entender a causa raiz do problema. Somente atacando a causa raiz, será possível proporcionar um clima de motivação entre seus colaboradores.


Fonte: Robbins, P. S., & Judge A. T. (2019). Organizational Behavior (18th edition). New York, NY: Pearson

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