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  • João M.M.F. Silva

Sua saúde emocional e financeira precisam de cuidados!


Você conhece alguém endividado? E alguém que trabalha duro mas não consegue prosperar? É possível que essas pessoas estejam tentando resolver o problema da forma errada. Muitas vezes pessoas tentam resolver problemas atacando os efeitos e se esquecendo das causas. Mas, se estiver perto de alguém com uma febre muito alta, é importante que além de tomar um remédio para abaixar a temperatura, essa pessoa seja levada ao médico para identificar o que está causando aquela febre. Dessa forma será possível atacar a causa raiz e não apenas o efeito. Isso parece óbvio em uma analogia na área da saúde, mas nem sempre fica claro quando se trata de dinheiro. É muito comum pessoas tentarem equilibrar o orçamento, cortar despesas, diminuir o padrão de vida, dentre outras medidas (que são válidas); esquecendo-se da raiz do problema que está nas emoções.

“Se não conseguir controlar suas emoções, não conseguirá controlar seu dinheiro.” Quem disse isso foi ninguém menos que Warren Buffet, um dos maiores investidores de todos os tempos. Essa frase deixa claro que existe uma relação próxima entre dinheiro e emoções. Muitas pessoas compram coisas que não querem, com o dinheiro que não têm, para agradar pessoas de quem não gostam. O resultado disso é o endividamento descontrolado e a falta de prosperidade. Nessa ocasião, discutiremos três situações que devem ser evitadas a fim de se ter emoções saudáveis e o bolso cheio.


A primeira situação emocional que deve ser evitada é a comparação. O ser humano tem a tendência de se comparar com os outros, e até um certo não há nada de errado nisso. Nos comparamos com os outros principalmente para avaliar o próprio desempenho. Todavia, quando fazemos comparações desconsideramos que pessoas tem propósitos diferentes, ambições diferentes, chamadas diferentes, dentre outros aspectos da vida. Outro problema referente à comparação, é o fato disso causar frustração e até mesmo inveja, e a reação mais comum a isso, é ir às compras. É a forma que as pessoas encontram para fazer a própria grama parecer mais verde que a grama do vizinho. Isso acontece porque, pessoas tendem a medir o sucesso apenas por aquilo que vêem: pela marca da roupa, pelo tamanho do carro e pelo tamanho do gramado do front Yard, etc. Todavia, segundo pesquisas1, praticamente 80% dos americanos, vivem de paycheck a paycheck. Isso significa que se não recebessem o salário em um determinado período, não seriam capazes de pagar as contas no período subsequente. Isso mostra que de fato as aparências enganam. Esse raciocínio leva a uma pergunta óbvia: por que viver uma vida de comparações com o vizinho, se o vizinho pode estar vivendo uma vida de aparências?


A segunda situação emocional que deve ser evitada é buscar a felicidade por meio de bens materiais. O problema dessa busca, é que ela não tem fim. Um filósofo brasileiro, Clóvis de Barros Filho, compara essa busca ao amor “eros”, que se traduz como “desejo”. Obviamente, o ser humano só deseja aquilo que não tem. Alguém que tem um Corolla por exemplo, talvez gostaria de ter uma Highlander, mas com certeza não sonha comprar um Corolla, pois já o tem. O desejo é sempre por aquilo que não se possui. O detalhe é que sempre haverá algo que não possuímos. O que faz dessa busca, uma corrida interminável.

Outro aspecto importante a ser considerado em relação a felicidade, é o fato de que muitas vezes o que nos deixa felizes são pequenas coisas que não estão relacionadas a dinheiro: estar perto da família, poder abraçar os filhos, bater papo com os amigos, dedicar-se a um hobby, dentre outros. Outro filosofo brasileiro, Mário Sérgio Cortella, diz que momentos felizes são aqueles que desejamos que nunca acabem. Você já parou pra refletir no que te deixa feliz? Se tiver que listar cinco momentos que viveu que gostaria que não tivessem acabado, quantos deles demandaram uma grande quantidade de dinheiro?

A terceira situação emocional que precisa ser evitada é a cura de traumas do passado com o consumo de bens materiais. É provável que conheça alguém que tenha tido uma infância difícil. Alguém que foi privado de momentos bons devido à falta de dinheiro. Essa privação pode ter gerado traumas; e pode ser que essa pessoa esteja tentando solucioná-los por meio do consumo. Por exemplo, alguém que teve que caminhar várias milhas para ir para a escola durante a infância, talvez seja tentado a comprar carros luxuosos. Ou alguém que foi privado de ir ao cinema quando mais novo, seja tentado a comprar a TV e o hometheater mais caros da loja. Nesses casos o consumo tornou-se uma forma de consertar o passado. Outro trauma muito comum é a falta de aceitação pela privação de bens materiais. Devido a isso, algumas pessoas procuram consumir roupas e calçados de marca apenas com o objetivo de serem aceitas em um grupo. O resultado, como há de se esperar, é o endividamento e a falta de prosperidade. O que fazer então? Como curar os traumas de infância? A melhor solução é buscar ajuda profissional. Caso o trauma seja leve, talvez o acompanhamento de um coach seja suficiente. Em casos mais sérios, é aconselhável um tratamento psicológico e até mesmo espiritual. Você precisa identificar sua necessidade e procurar ajuda de pessoas sérias em suas respectivas áreas. O que precisa ser evitado, é procurar essa cura emocional por meio do consumo.

Concluindo, existe uma relação muito próxima entre nossas emoções e nosso comportamento de consumo. Pessoas que conseguem controlar suas emoções, tendem a controlar melhor o próprio dinheiro, o que os torna forte candidatos a prosperarem. Se deseja conhecer uma metodologia completa de finanças pessoais, que inclui uma abordagem emocional, confira nosso website.

Pesquisa citada: http://press.careerbuilder.com/2017-08-24-Living-Paycheck-to-Paycheck-is-a-Way-of-Life-for-Majority-of-U-S-Workers-According-to-New-CareerBuilder-Survey

Website: www.prosperenoexterior.com

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